05/12/2010
sinto
Um último cigarro as escuras, um cigarro pausado y zangado. Um cigarro bipolar que queima por todos os lados. E esse pedaço que arde, que é um todo que não posso controlar, como o resto, como as quedas alheias e as que caem comigo. é um cheiro irremediavel que procura não ser fingindo. Um cartão frio, morto, disperso outrora plantado de flores à beira da estrada. Um eco longinquo, como uma esfera curada com saliva, um vapor arrepiante. Um semáforo que te trava e que te leva arrastada com a corrente.. estar presa ao sexto sentido da tua luta, uma corrida que sai do latimento do teu paladar, nao saber disparar. Sentes que tudo passa enquanto te escondes com ele nessa bolha frágil e observada. E enquanto respirar o seu frio suspenso e sussurras essa melodia que esqueceste ao crescer, os olhos de outro tentam ver o que o baço da noite nao revela, sao lágrimas outra vez, desta vez menos tuas. Tentas escovar a traiçao dos teus labios, esse travo amargo de outro que te acompanha até a tua almofada suspeita. Trocas-te um par de pensamentos absurdos com a tua lingua submersa, assim, devagar e as bocados enquanto ele brincava contigo. Vai chegar a tua hora e com ela rodarão cabeças. E essa tensão espremerá as gotas de ti.
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 sonhos:
Enviar um comentário