19/01/2011

esconderijo, rapto. um coração apertado, a transbordar de pedaços, soltos dispersos flutuante e que queimam o que queimou. Um presente arrastado, com os ombros no chão, com os escombros no peito. Um aperto, dois apertos, demasiados para contar. Um sem saber o já sabido, uma fartar da novidade suspeita. Horas perdidas, dias contados por cigarros. Perder a cabeça, ouvir com os pés gelados que se fartaram de andar. Sonhos roubados, inocencias perdidas, uma imitação de vida alheia, um recomeçar o acabado, um resgatar de pó sumarento. Marcas de um corpo vivido, marcas que não pretendiam ficar. Aquele instante, ponto, paragem, crateria de sol. Nem praia, nem areia, como foste capaz? Já não sabes, já não pensas, tão mecanicamente seduzida, tão nitidamente apagada de ti, de nós. Acusada pelas que te habitam, pelas que te consomem sem saber que doi. O ponto lunar, o patrimonio indiscreto. Tantas bandeiras espetadas na colina do teu firmamento, essa fronteira abusada de entrada interna que há em ti. Flores distantes, apertos de perto, um sussurrar que já não sei saber de cor. esquece, começa a esquecer o que já nao te lembras, pagina em branco para variar. Fecha as portas e as janelas deixa que este espaço seja so teu. Recapacita sem te acusar. Erra mas nao demasiado, deixa os dedos para outro lugar. E quando te encontres recomeça, dá-te tempo, não sofras mais.